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Palestra fala de detecção precoce do câncer cutâneo


25/09/2018 às 09:37:00



O dermatologista Charles Godoy proferiu, na última quarta, 19, uma palestra para os profissionais de saúde da Clínica Onco Hematos, com o objetivo de mostrar como reconhecer precocemente o câncer de pele e as lesões pré-cancerígenas, visando evitar que evoluam para alguma neoplasia cutânea. "A ideia é que os colegas observem cada vez mais as lesões, reconhecendo-as mais precocemente, e assim possam ajudar os dermatologistas", explicou o médico.

 A preocupação ressaltada pelo médico se dá pelo fato de que, na fase inicial, essas lesões podem mimetizar outras doenças. “Às vezes parece um processo inflamatório, uma ferida que muitas vezes o paciente acha que vai sarar por si só. Por este motivo é importante que o  profissional alerte o paciente para observar a evolução da lesão, ressaltando a agilidade para o início do tratamento”.

Durante a palestra, Dr. Charles detalhou os tipos de câncer de pele através de imagens fortes de diversos casos, destacando o melanoma cutâneo. "Essa é uma neoplasia que costuma dá metástase, se espalhando pela pele, ossos, cérebro e pulmão. Essas pintas pretas que vão crescendo merecem muito cuidado", explicou o dermatologista.

Outro destaque foi para o HPV (Papilomavírus Humano) que, segundo o dermatologista, tem um potencial de causar lesões malignas, principalmente nas regiões da orofaringe e genital. “O reconhecimento precoce dessas lesões pode evitar sua disseminação e consequentemente o aumento do número de casos de câncer por HPV”.

O entrosamento da equipe garante o sucesso do diagnóstico e rapidez no tratamento. Assim que o oncologista suspeitar de uma dessas manchas, é vital que encaminhe o paciente o quanto antes para um dermatologista. "Normalmente essas lesões precisam de biópsia. Depois que é feita, é encaminhada ao dermatologista para avaliação de positividade para neoplasia e começar a verificar se há um comprometimento sistêmico. Se houver confirmação, os oncologistas prosseguem com o tratamento, que pode ser quimioterápico ou cirúrgico" detalhou Godoy.

O cirurgião oncológico Roberto Gurgel, considerou primordial a interação entre o dermatologista e o cirurgião para o sucesso da identificação da lesão, seu diagnóstico e início do tratamento. "Quando a lesão é grande ou duvidosa, deve ser encaminhada para a avaliação do cirurgião, para que sejam agilizados os procedimentos", disse.

Medidas de prevenção continuam sendo uma arma importante para evitar a doença que no Nordeste tem uma estatística preocupante. Dr. Charles comentou que em Sergipe, entre os lavradores e pessoas de pele mais claras, o índice de câncer de pele é alto. E alertou que qualquer sinal ou mancha na pele não deve ser desprezada. "Principalmente em áreas expostas ao sol, como face, dorso das mãos e orelhas, que precisam de mais cuidado", frisou o dermatologista.

Ascom/Onco Hematos