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Pacientes da Onco Hematos participam de oficina para construção de Mandalas


29/04/2018 às 10:49:00



Simbologia da mandala, utilização das cores, brilhos, texturas (dos diversos tipos de tecidos) associados à técnica da colagem, pintura, entre outros recursos. Foi assim a tarde de sexta-feira, 27, para os pacientes da clínica Onco Hematos, que participaram da Oficina Terapêutica - Construção de Mandalas. Após a atividade, os pacientes puderam compartilhar suas experiências sobre a importância de participar da oficina e o desafio de elaborar uma mandala com a representação das suas emoções.

De acordo com a psicóloga da Onco Hematos, Viviana Aragão, a construção de mandalas foi escolhida como atividade para abrir a temporada de oficinas terapêuticas que serão realizadas pela clínica. “Percebemos que os pacientes, em alguns momentos durante o tratamento, se apresentam ociosos e isso é compreensível. Porém, é necessário trabalhar o processo de adaptação ao tratamento com as redescobertas de si, com o resgate e a experiência de diversas atividades que atribuam o sentido à vida. O afastamento da atividade laborativa e as mudanças no estilo de vida advindo com o tratamento faz com que eles necessitem a todo momento se reinventarem no processo”, explicou.

“Há uma dificuldade de reconstruir uma nova rotina com novos hábitos, uma vez que muitos não sabem como iniciar uma nova rotina, sobretudo, quando essa é paralela ao tratamento.  A oficina terapêutica é uma alternativa de ensinar a todos (na prática das atividades que aqui serão realizadas no decorrer do ano) um dia a dia mais produtivo. Estamos proporcionado um olhar além da doença, um olhar para o real sentido da vida”, complementou.

A psicóloga acrescentou que na atividade de construção da mandala há a expressão da sensibilidade, espontaneidade, criatividade e subjetividade, sendo a elaboração da mandala a representação dos conteúdos internos. “Toda essa representação é fundamental para que o indivíduo consiga visualizar aquilo que o toma diariamente por diversos mecanismos. Segundo Jung, as mandalas oferecem toda uma gama de simbologias que estão ligadas diretamente com os processos de fantasia, desejos, motivações do inconsciente do indivíduo que a representa, e ainda considera como o encontro com o centro, com o self, o verdadeiro encontro com a própria essência. É a visualização que temos por dentro, aquilo que não podemos enxergar olhando fisicamente para nós mesmos”, enfatizou.

Durante a oficina, as pacientes Maria de Lourdes da Silva e Elisabete Maria Cardoso foram as facilitadoras que orientaram as pacientes a construírem suas mandalas. Segundo Maria de Lourdes, que é artista plástica, a mandala tem um significado importante, pois as cores trazem um pouco do momento que a pessoa está passando. “A mandala tem a concepção do universo, do mundo, por isso que é sempre redonda. Ela tem um significado bem místico e cada uma pode trazer uma sensação diferente. A minha finalidade é trabalhar a mandala como uma decoração, pois traz um ambiente harmonioso para a casa. Além disso, esse momento com as pacientes faz muito bem para o nosso tratamento, porque distraímos a mente”, ressaltou Maria.

Já paciente Elisabete Maria contou como a arte é importante para o seu tratamento. “Logo que descobri que estava com câncer tive que me aposentar e depois da aposentadoria não sabia o que fazer. Comecei a pesquisar na internet novas formas de arte e hoje faço vários tipos de artes diferentes. Quando estou fazendo artes manuais esqueço de todos os problemas. Hoje estou ensinando um pouco do que sei, mantendo uma interação muito boa com outros pacientes. As artes manuais proporcionam um momento de descontração. É um prazer estar aqui nesta oficina”, destacou Elisabete.

A paciente Aline de Carvalho de Jesus falou emocionada sobre a sua mandala e como esse momento foi importante para ela se sentir melhor. “Eu me sentia muito só em casa, pois estou passando por um processo difícil ainda por conta do tratamento. Antes de vim para esta oficina estava muito triste. Depois que comecei a pintar, me distrair com outras pacientes e ter o desafio de criar uma mandala, percebi o quanto esses momentos na Onco Hematos são importantes para o meu tratamento”, afirmou Aline.

Maria das Graças Belmont também é paciente da clínica e foi acompanhada por sua filha. Para ela, o momento da oficina foi divertido e criativo. “Eu não sou muito de fazer arte, não tenho muito jeito. Mas enquanto construía minha mandala consegui esquecer dos problemas da vida. Foi muito bom”, salientou a paciente.

Ascom/OncoHematos