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Oncologista alerta para a prevenção do câncer colorretal


16/03/2018 às 11:50:00



Realizada durante todo este mês, a campanha Março Azul Marinho visa a conscientização sobre o câncer colorretal, comum na parte final do intestino (reto) ou no intestino grosso (cólon). Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam que cerca de 210 sergipanos devem receber o diagnóstico de câncer colorretal em 2018, sendo 120 do sexo feminino e 90 do sexo masculino. Este tipo de câncer é o terceiro mais comum no Brasil, por isso a importância da população ficar atenta aos cuidados com a doença.

De acordo com o oncologista clínico da Onco Hematos, Miguel Tenório, o câncer colorretal quando diagnosticado de forma precoce tem tratamento e é passível de cura. “Existem dois tipos principais deste câncer: o hereditário (mais comum em jovens) e o tipo esporádico (mais comum e que geralmente acomete pacientes mais idosos). Então, o mês de março, de combate ao câncer colorretal, é justamente para este segundo tipo”, enfatiza. 

O principal exame que deve ser realizado, especialmente em pessoas acima de 50 anos (independentemente de ter histórico familiar ou não) é a colonoscopia. “A partir do que for identificado na colonoscopia e se houver alguma alteração é que se planeja o segmento deste paciente junto com o profissional coloproctologista. Uma vez que o câncer de cólon é diagnosticado de forma precoce ele tem altas chances de cura. Por isso a importância de realizar campanhas de prevenção contra o câncer colorretal”, salienta o oncologista. 

Os sintomas relacionados ao câncer colorretal dependem da parte do intestino onde o tumor surgiu. “Se o tumor surge do lado direito do intestino (no cólon ou intestino grosso) o principal sintoma relacionado é a anemia, porque o tumor pode causar uma perda de sangue pequena, não visível a olho nu, e isso a longo prazo pode provocar anemia. Já se o tumor for do lado esquerdo (no final do intestino grosso, reto ou cólon esquerdo) o principal sintoma pode ser a alteração no calibre das fezes ou alteração no hábito intestinal. Por exemplo, um paciente que tem hábito intestinal normal e passa a ter diarreia alternada com constipação intestinal e alteração nas fezes, que passa a ter uma forma mais fina por conta de uma possível obstrução no intestino”, esclarece.

Segundo o oncologista, as principais formas de prevenção da doença estão relacionadas aos hábitos saudáveis de vida. “As principais formas de prevenção para a maioria dos cânceres é ter uma dieta e alimentação saudável. No caso deste tipo de câncer uma alimentação rica em fibras auxilia o trânsito intestinal e diminui o risco deste câncer. A questão da perda de peso também é essencial, pois a obesidade também está relacionada ao câncer colorretal. Então o principal é ter hábitos de vida saudáveis e também fazer o exame de colonoscopia para pessoas acima dos 50 anos”, explica. 

Miguel Tenório também ressalta que o tratamento de câncer colorretal depende muito do estágio da doença. “Em estágios iniciais, a própria colonoscopia consegue fazer a retirada do início do tumor. Se ele for um pouco mais avançado, há a necessidade de fazer uma cirurgia com a retirada do segmento do intestino e, em casos mais graves, o tratamento acaba exigindo que seja feita a quimioterapia para que todas as células do tumor sejam destruídas”, finaliza.

Ascom Onco Hematos