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Onco Hematos promove o Bate Papo Rosa


25/10/2018 às 09:47:00



Uma tarde de conversa e troca de experiências aconteceu na Onco Hematos, em comemoração ao Outubro Rosa. O Bate Papo Rosa, foi realizado pelo segundo ano consecutivo e reuniu pacientes e ex-pacientes da clínica, diagnosticadas com neoplasia mamária, que na oportunidade contaram um pouco de sua história com o câncer, suas experiências com o tratamento e os efeitos colaterais, sexualidade e relacionamento com os familiares e amigos, face à doença. 

Segundo a psicóloga Viviana Aragão, especificamente nesse grupo de apoio, é dada ênfase na adaptação a alteração da sexualidade, que engloba o novo corpo adquirido com a alopecia, mastectomia, possível ganho de peso com o tratamento, perda de libido. É discutido sobre a redescoberta de si enquanto nova mulher, o processo de comunicação como ferramenta importante na relação com o outro e o reinventar do casal na relação sexual visto que o momento gera medos os quais precisam ser discutidos e assim enfrentados por ambos.

Durante a roda de conversa, diversos foram os relatos de susto, surpresa, choro, não aceitação com o diagnóstico positivo de câncer. Mas todos tinham em comum a força e a vontade de lutar e vencer a doença. Como o exemplo de Adriana, 45 anos de idade, que após o susto e o choro vem enfrentando a doença com o apoio do marido e da família. “O câncer vem nos ensinando muito”, afirmou.

Histórias de perda de peso, cabelo, dificuldade em olhar no espelho, foram contadas. Segundo a psicóloga Viviana Aragão, esse momento é delicado, porém, paralelamente ao sofrimento há também a elaboração da perda da imagem que se tinha e a adaptação à nova imagem, sobretudo, com o auxílio do recurso adaptativo (adereços) e da rede de apoio, no decorrer do processo, geralmente a mulher em tratamento se redescobre.

Diagnosticada com um câncer de mama aos 63 anos, Dôra Valadares, participou pela primeira vez da roda de conversa e disse que se identificou com muitas histórias ali relatadas. “Eu sempre me achei uma pessoa inatingível e aí eu não me permitia adoecer, me render ao câncer. Não me sinto doente, estou administrando bem as reações de quimioterapia. Eu acredito que a cabeça manda no corpo e pensar assim me ajuda muito”, contou ela, afirmando que muita coisa mudou em sua vida que era voltada exclusivamente para o trabalho. “Agora estou descobrindo um lado meu que estava adormecido, estou lendo mais, fazendo trabalhos manuais, viajando. Eu precisava dessa sacudida”, afirmou.

Para encerrar a celebração do Outubro Rosa, na sexta-feira, 26, a Clínica Onco Hematos estará promovendo mais um Encontro de Apoio a Vida, a partir das 14h30.

Ascom/Onco Hematos